Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Drogas

 

Vocês vão reconhecer esta cena do final do segundo capítulo do Lua Nova. Apenas algumas linhas estão diferentes. No primeiro esboço, Carlisle dá a Bella medicamentos para as dores dos seus ferimentos, e ela tem uma reacção pouco comum.

Porque é que este ponto de vista foi cortado? Primeiro, dos meus editores, achou que não estava bom (eu tento fazer de tudo uma piada, e eles aplicam o seu poder sobre mim). Segundo eles, não acharam que a reacção da Bella fosse realista. A piada é (para eles), porque esta historia é baseada em factos reais (desta vez, não são meus).

 

Eu colapsei na minha almofada, respirando profundamente e com a minha cabeça ás voltas. O meu braço já não doía, mas não sabia se era devido aos analgésicos ou ao beijo. Algo surgiu na minha mente, alusiva, nos limites …

"Desculpa," ele disse, e ele também estava sem ar. "Isto foi abusar da sorte."

Para minha surpresa, ri-me. "Tu és engraçado," balbuciei, e ri-me de novo.

Ele observou-me com preocupação na escuridão. Parecia sério. Era a loucura.

Cobri a boca com a minha mão para disfarçar a gargalhada. Para o Charlie não ouvir.

"Bella, já tinhas tomado Percocet antes?"

"Acho que não," ri-me. "Porquê?"

Ele rolou os olhos, e eu não conseguia parar de rir.

 "Como é que esta o teu braço?"

"Não o consigo sentir. Ainda lá está?"

Ele assentiu, enquanto eu soltava risinhos. "Tenta dormir, Bella."

"Não, quero que me beijes novamente."

"Tu estás a subestimar o meu auto-controle."

Eu reprimi uma gargalhada. O que é que te tenta mais, o meu sangue, ou o meu corpo?" A minha pergunta fez-me rir.

"É um empate." Ele riu para ele próprio. "Nunca te vi drogada. És muito engraçada."

"Não estou drogada." Tentei disfarçar as gargalhadas para o provar.

"Dorme que isso passa," ele sugeriu.

Percebi que estava a fazer figura de parva, o que não era nada de anormal, mas mesmo assim era embaraçoso, por isso, tentei seguir o seu conselho. Pousei a cabeça no ombro dele, de novo, e fechei os olhos. De vez em quando, ia soltando risinhos. Mas isso, ia acontecendo com menos frequência, á medida que as drogas tomavam conta de mim e me embalavam até á inconsciência.

 

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Senti-me absolutamente horrenda, de manhã. O meu braço queimava e a minha cabeça doía. O Edward disse que eu estava de ressaca, e recomendou-me Tylenol, em vez do Percocet, antes de me beijar a testa casualmente, e saiu pela minha janela.

A minha aparência não ajudava, embora que a sua cara estivesse calma e distante. Tinha tanto medo das conclusões que ele pudesse ter tirado, durante a noite, enquanto me via dormir. A ansiedade parecia competir com a intensidade do latejar na minha cabeça.

Tomei uma dose dupla de Tylenol, atirando o pequeno frasco de Percocet para cesto do lixo na casa de banho.

publicado por Patrícia_TP às 22:45
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